A Trajetória do cantor Britânico Elton John e seu letrista Bernie Taupin
ao longo de 06 Décadas, através de imagens, áudios, vídeos, textos e animações.
 

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Tocando agora a canção "SKYLINE PIGEON" original do       primeiro disco de Elton John "Empty Sky" de       1969*********
 


Elton John em Doug Weston 's Troubadour 

     
Elton John Documento
 Capítulo 05 Prefácio:
 

Elton John: O Sonho Começou


 


Quando JOHN LENNON declarou em 1970 a ( desde aquela época ) histórica frase que selou definitivamente o fim da banda THE BEATLES, ”O SONHO ACABOU – THE DREAM IS OVER” não imaginava que a mesma frase englobaria uma série de outros acontecimentos dentro da cena musical daquela época, fechando um ciclo de fatos tendo essa frase como moldura.

A história da Musica Pop ou do Rock havia, na década de 60 (a mesma que Lennon atuou), conquistado progressos fundamentais. Cantores e interpretes de modo geral até o inicio da década de 60 gravavam apenas aquilo que era imposto pela gravadora, interpretando canções criadas por outras pessoas, na grande maioria das vezes sem conhecer seus criadores. Eram verdadeiros FANTOCHES, marionetes controlados por agentes, empresários e executivos de grandes companhias que detinham o poder total de suas vidas e de suas carreiras.

Elvis, novamente, era mais interprete do que compositor em seus lançamento. A maior parte de sua obra foi composta por outras pessoas e encaminhadas a seus agentes. No inicio da carreira do grupo THE BEATLES o mesmo ocorreu, entretanto, tanto o grupo como outros artistas da mesma leva de novos astros conseguiu o direito de ter seus Long Players com 100% total de composições de autoria própria e mais poder sobre seus contratos, escolha de profissionais e tratamento VIP, fato nunca imaginado por seus antecessores.
 

Entretanto, o período compreendido entre 1969 a 1971 foi marcado por mudanças e acontecimentos marcantes, desde o apoteótico show em Woodstock , atravessando a morte de Janis Joplin e Jimmy Hendrix, assim como o fim dos Beatles. Entre as conquistas obtidas em todas as áreas, desde a revolução sexual promovida pela entrada da pílula anticoncepcional, ao liberalismo das drogas, a década de 60 se mostrou revolucionária... agora nesta de 70 era o momento de ter a consciência sobre os atos praticados na década anterior. A epidemia do surgimento de novos nomes era absurda e para muitos "15 minutos de sucesso" se resumiriam a 03 minutos e meio ( tempo médio de duração de uma canção para as rádios ) a fim de conquistarem uma posição qualquer no Top 100 da Billboard por 01 semana, tempo suficiente para saírem do anonimato e seguirem carreira meteórica do sucesso, ganharem algum dinheiro e montarem um negócio lucrativo antes de desaparecerem por completo.


Janis Joplin

Somente quem viveu a década de 70 como eu saberá compreender a dimensão desse artigo, das novas bandas, cantores surgiram nessa nova fase da música, tratada como INFERIOR à década de 60, algo questionável pois gigantes como PINK FLOYD, LED ZEPPELIN, BLACK SABATH , DEEP PURPLE, ELTON JOHN, SUPERTRAMP, BILLY JOEL, EARTH, WIND & FIRE, DIANA ROSS, DAVID BOWIE, CARLY SIMON, DIRE STRAITS, QUEEN, entre dezenas aconteceram nesse momento se juntando aos grandes nomes da década anterior. Eram muitos nomes de valor excepcional.
 

Pink Floyd

Esse é o retrato da época em que ELTON JOHN e BERNIE TAUPIN encontraram no inicio de suas carreiras, um universo na industria fonográfica onde eram um grão de areia entre milhões de outros de igual valor, dispostos a tudo para conquistar a fama se submetendo, novamente, às vontades dos empresários e acatando seus desmandos por quanto tempo fosse necessário a fim de galgarem seus objetivos.

Até então o céu para eles era VAZIO (EMPTY SKY)... Se para John Lennon o sonho havia acabado, para Elton John e Bernie Taupin estava apenas se iniciando...“O SONHO COMEÇOU – THE DREAM IS STARTING”
 

Robson Vianna

Elton John em 1969

 

“Sabe o que parece? Esses filmes de Hollywood em que o pobre garotinho vira astro da noite para o dia”

 

 
 

Elton John,sobre sua apresentação no clube Doug Weston 's Troubadour de Los Angeles em 25 de agosto de 1970, onde conquistou instantaneamente o estrelato , sendo abraçado pela critica.

 

 


The Beatles

Bernie Taupin e Elton John no final da década de 60

Jimmy Hendrix

Colaborações nesse Capítulo:

LEILA AVELAR - SYLVIO EDGARD DE CASTRO - ANDRÉ LUCIO BARRETO - LEONARDO FRAZÃO

            

http://wapedia.mobi/pt/D%C3%A9cada_de_1970?t=3.

A Década de 70 foi a última década do período classic rock. É também conhecida como a "década da discoteca", devido ao surgimento da dance music. Surge também o movimento punk.

A incorporação de instrumentos de música erudita no rock já havia se iniciado dos anos 60, mas só ganhou ares de movimento (também derivado da psicodélica sessentista) no início dos anos 70, no que é conhecido como rock progressivo. Artistas tão diversos se reuniram na proposta, sendo os de grande destaque Pink Floyd, Genesis, Yes, Jethro Tull, Emerson, Lake & Palmer, King Crimson, Mike Oldfield, Van Der Graaf Generator, Gentle Giant, no terreno britânico. Também caíram no gosto bandas germânicas (Can, Faust, Neu!, Tangerine Dream, Amon Düül e Kraftwerk) , Canadá (Rush), Bélgica (Univers Zéro) e Holanda (Focus) também dão sua contribuição.

O disco que mais se destaca é The Dark Side of the Moon, de Pink Floyd. A banda baiana Doces bárbaros, idealizada por Maria Bethania, Gilberto Gil, Gal Costa e Caetano Veloso.

Surge o glam rock, onde o chique e o glamour faziam parte do visual. David Bowie, com o seminal disco The Rise and Fall of Ziggy Stardust and the Spiders From Mars é o maior expoente. Outros ícones do estilo são Marc Bolan e seu grupo T.Rex, Mott the Hoople e até Elton John aderiu.

A aceleração e distorção do blues, dando origem ao hard rock, também havia se iniciado ainda nos anos 60, mas foi na década de 70 que ela surgiu com toda a força. Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple eram as bandas que lideravam o estilo. Outros destaques são Kiss e Aerosmith. No sul dos EUA, o hard rock ganha uma sonoridade característica, conhecida como southern rock, onde os grupos Allman Brothers Band e Lynyrd Skynyrd são os mais bem lembrados. Na relação rock e blues, os Rolling Stones têm a sua fase mais criativa no início da década.

A música voltava a ser popular e tudo acabava nas pistas de dança. A disco music (ou dance music) resgatou o desejo pela dança através do "clássico" Os Embalos de Sábado à Noite, estrelado por ninguém menos que o (então) iniciante John Travolta. Quando o ator vestiu seu famoso terno branco e jogou o braço para o alto, a discothéque estava vivendo um período de iminente decadência, mas voltou a ser moda com todo o pique e reavivou o espírito de festa que faz parte do gênero dance music. Símbolo incontestável da disco music, o ator se tornou o deus das discotecas e das mulheres da época, além de exemplo para os homens, e o filme lançou um novo verbo conjugado internacionalmente: travoltear. Travolta ganhou imitadores nos quatro cantos do mundo. Era a febre das discotecas (a famosa disco fever que deu nome a uma infinidade de canções) que assolava o mundo.

Este fenômeno trouxe um novo balanço para a música pop, assim como gênios da música eletrônica, cujo maior expoente da época foi Giorgio Moroder (responsável pela descoberta da 'rainha das discotecas', Donna Summer).

E a discoteca virou um dos símbolos supremos do período, o templo onde se cultivou o narcisimo mais delirante, onde o corpo ganhou suas maiores homenagens. Ainda que não tenham especificamente determinado, foram as discotecas que estimularam a onda esportiva que assolou o planeta nos últimos três anos de década. As discotecas e, naturalmente, a permissividade sexual quase absoluta dos grandes centros. Todos, e não mais apenas as mulheres, se sentiram no direito e na obrigação de serem mais eróticos, mais satisfatórios visual e tatilmente. Daí a febre do jogging, expressão americana que começou a tomar o lugar do cooper a partir do final da década.

Mais engajado que a disco music, o punk rock, derivado da cena de Nova York blank generation (que reúne artistas tão diversos como Patti Smith, Television, New York Dolls e vários outros) investia contra o sistema. A Inglaterra enfrentava uma de suas maiores crises. A recessão corria solta e o punk pregava a anarquia através dos grupos Sex Pistols e The Clash, que dividiam o trono do movimento com os nova-iorquinos dos The Ramones. O rock voltava à sua forma primitiva, emergente das garagens e dos porões dos submundos inglês e americano.

Como se fosse um hiato entre a dance e o punk rock, surgiu a new wave. Contrária ao punk, a nova onda celebrava o brilho do início da década. Algumas vezes a new wave chegou até a flertar com a dance music através do Blondie, com Deborah Harry em seu hit 'disco' Heart Of Glass. A new wave foi perdendo seu ímpeto rapidamente; os famosos Sex Pistols se dissolveram, entre outros. Mesmo assim o punk sobreviveu até o final da década.

Na música pop, a importância das palavras foi substituída pelo ritmo. Importava o balanço e a quantidade de decibéis, coisa que propiciou a aparição de dezenas de grupos e estrelas de sucesso fulminante e rápido desaparecimento. O efêmero e o descartável foram campeões em todas as paradas de sucesso. Modas e manias foram atiradas em ondas sucessivas a todos os cantos do planeta. Pela televisão, naturalmente. Porque outro rótulo perfeitamente aplicável a este período é o de "Década da TV". Foi através do vídeo que o mundo se tornou infinitamente menos secreto. Richard Nixon, o presidente americano deposto pelo caso Watergate, foi uma "personalidade" típica das telas de TV dos anos 70. Sua saída do governo foi festejada pela população dos EUA e o resto do mundo acompanhou todo o escândalo "de perto", através da tela da tevê. Do último passo de dança no Studio 54 às crianças cambojanas morrendo de fome, todas as emoções foram adaptadas ao mesmo nível da tela pequena.

Outros esportes, sem falar da dança, viveram sua explosão. E entre todas as novidades, a mais surpreendente e emocionante foi a asa delta, de fulminante êxito.

A discoteca, o esporte: atalhos para a celebridade efêmera prevista pelo artista pop Andy Warhol ("No futuro, todos serão famosos durante 15 minutos", ele disse).


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